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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Robô-mascote de pilha alcalina andará entre Tóquio e Kyoto


Com o objetivo de provar a durabilidade de sua pilha alcalina Evolta, a fabricante japonesa Panasonic lançou um desafio: fazer um boneco de plástico, comandado por controle remoto, andar 500 quilômetros entre Tóquio e Kyoto.

A jornada será feita pela estrada Tokaido e deve acontecer entre 23 de outubro e 10 de dezembro, em um total de 49 dias. O mascote da companhia mede 17 cm e carrega um carrinho de duas rodas. Ele é feito de plástico, fibra de carbono e titânio e leva seis pares de pilhas AA.

A estrada de Tokaido foi uma das principais vias de transporte durante o Período Edo. As pilhas serão recarregadas uma por dia durante o curso da jornada.

O robô-mascote da Evolta já foi utilizado em outras provas de resistência: no dia 24 de maio de 2008, o personagem subiu por uma corda os 530 metros do Grand Canyon, no Arizona, Estados Unidos, em seis horas e 46 minutos.

Em 2008, a pilha Evolta foi reconhecida pelo Guiness Book, o livro dos recordes, como a mais durável do mundo. Ela está disponível no mercado japonês desde abril daquele ano.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

HUBO, o robô que faz até Tai Chi


Na maioria das vezes, nos impressionamos com demonstrações de robôs mesmo que eles sejam os mais desengonçados possíveis. Mas há um ponto na movimentação robótica que faz muita diferença: a movimentação corporal.

De que adiantaria um pedaço de engenharia robótica correr se ele mal consegue controlar o próprio corpo? É por isso que o HUBO 2 não demonstra apenas suas capacidades de correr e andar.

O projeto é do Instituto Coreano de Tecnologia e Ciência Avançada, e colocou ênfase nos dedos e braços do HUBO. O robozinho consegue até mesmo praticar Tai Chi!

Se continuar neste ritmo, a próxima versão vai soltar Hadouken ou manejar uma espada Jedi com a "Força" (Rs).

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Robô canta durante feira no Japão


O Instituto Nacional de Ciência Industrial Avançada e Tecnologia do Japão (AIST) continua a impressionar com suas criações robóticas. Seu robô feminino (ginoide, no termo correto) HRP-4C já havia chamado a atenção ao se apresentar como modelo durante a Tokyo Fashion Week em março deste ano, e novamente alguns meses depois ao aparecer vestida de noiva em um desfile da estilista japonesa Yumi Katsura.

Desta vez, a robozinha roubou a cena ao cantar para o público durante a CEATEC Japan 2009, a maior feira de tecnologia do Japão. Os visitantes podiam pedir músicas via iPhone, que eram interpretadas pela robô.

Na verdade, a demonstração foi uma combinação de duas tecnologias impressionantes: a robô forneceu a "presença de palco", embora limitada a meneios com a cabeça, e a articulação (perfeita) das sílabas. A música foi gerada pelo software Vocaloid, da Yamaha, um "sintetizador de canto" que pode ser instalado em qualquer PC, capaz de combinar letra e partitura em uma melodia bastante convincente, embora um tanto robotizada.

A HRP-4C tem 1,58 m de altura, pesa 43 quilos (incluindo as baterias) e possui 40 motores espalhados pelo seu corpo, oito deles encarregados apenas das expressões faciais. É o mais recente modelo na linha de robôs humanóides desenvolvida pelo AIST desde meados da década de 90. O projeto, batizado de User Centered Robot Open Architecture (UCROA), é patrocinado pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão.

O país tem interesse no desenvolvimento da robótica visando a criação de máquinas capaz de substituir os humanos em trabalhos considerados perigosos ou insalubres, ou capazes de atuar como "enfermeiros" para cuidar de uma população cada vez mais idosa.

sábado, 29 de agosto de 2009

Robô ajudará em regastes no exército


Foi criado um novo robô a fim de ajudar em resgates no exército. O humanóide BEAR (que em inglês significa urso, mas neste caso é a sigla para Battlefield Extraction-Assist Robot) pode localizar vítimas em minas, campos de batalha, emergências químicas ou estruturas prejudicadas por terremotos. E, de acordo com o fabricante Vecna Robotics, também pode levantar e carregar pessoas a uma longa distância com segurança, sem arriscar outras vidas.

O desafio foi aumentar a capacidade de busca e resgate reduzindo o tempo em que profissionais do resgate arriscam suas vidas diariamente. Mais da metade das Medalhas de Honra auferidas pelos médicos são concedidas postumamente.

Os protótipos atuais - 9 até agora - são aperfeiçoados para que tenham resistência ao fogo e explosões, alta velocidade e aumento na agilidade. O robô, de acordo com o fabricante, possui um corpo mais poderoso e alto, controlado por sistemas hidráulicos que podem levantar até 226 quilos. A mobilidade é feita por 2 esteiras que podem ficar apoiadas no chão a fim de recolher a vítima, assim como podem levantar e ficar em pé.

Porém, a empresa Vecna ainda está trabalhando nas habilidades do BEAR para transitar em lugares mais complexos e elevar o nível de interação humana-robô.O projeto é patrocinado pela US Army's Telemedicine e o Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica, que faz parte do US Army Medical Research and Material Command.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Robô ASIMO aprende a se esquivar de obstáculos


Pesquisadores da Universidade Carnegie Melon, nos EUA, em parceria com o AIST (National Institute for Advanced Industrial Science and Technology) no Japão, desenvolveram um sistema que permite ao ASIMO, o robô humanóide da Honda, caminhar seguramente através de um curso de obstáculos evitando "perigos". A criação é mais um passo rumo a um sistema que poderá permitir ao robô operar de forma completamente autônoma.

Segundo o site Plastic Pals o sistema é baseado em uma câmera que observa a cena completa do alto. Usando processamento de imagens, um computador rastreia a posição do robô, dos obstáculos e de um "objetivo" na cena, e calcula o melhor caminho até o alvo. O software é sofisticado o suficiente para levar em consideração a trajetória de obstáculos em movimento, além de mudanças repentinas na posição do alvo.

Com o caminho definido, as instruções são enviadas ao ASIMO, que percorre o caminho traçado. Entretanto, o sistema ainda tem limitações que impedem seu uso prático, entre elas a necessidade de visão externa (uma câmera observando a cena) e um segundo computador para realizar o processamento de imagens e cálculo de rota. O desafio agora é integrar todo este equipamento dentro do ASIMO, que se parece com um astronauta em miniatura: a versão atual tem 1,30 metros de altura e pesa apenas 54 quilos.